Cirurgia plástica na terceira idade exige cuidados redobrados

Imagem retirada de http://revistadonna.clicrbs.com.br/beleza/conheca-cirurgias-plasticas-mais-pedidas-apos-os-60-anos/
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A aposentada Isaura Neiva tem 76 anos, e há 10 passou por uma blefaroplastia, cirurgia que remove o excesso de pele e de gordura nas pálpebras. Ela gostou tanto do resultado, que vai repetir o procedimento ainda este ano. “Me achei muito mais bonita depois que fiz, porque o excesso de pele na região me deixava com o rosto envelhecido”, conta.

A procura pela cirurgia plástica na terceira idade é comum, pois muitos idosos querem retardar o processo natural de envelhecimento e aumentar a autoestima. Dados recentes da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) revelam que, em 2014, quase 10% das pessoas que realizaram cirurgia plástica nos Estados Unidos tinham mais de 65 anos. Entre os procedimentos mais procurados estão a ritidoplastia, que visa corrigir as rugas e a flacidez facial, a aplicação de toxina botulínica, o famoso botox, que serve para atenuar temporariamente as linhas de expressão, e a blefaroplastia.

Mas os idosos precisam ficar atentos antes de partirem para o bisturi, porque a idade avançada é um fator de risco cirúrgico, principalmente quando acompanhada por doenças como diabetes e hipertensão. Mas a boa notícia é que, nos dias de hoje, os riscos são menores do que há alguns anos, por causa da evolução das medidas antienvelhecimento.

Com uma avaliação física e mental pré-operatórias rigorosa, os cirurgiões podem aumentar a segurança dos pacientes durante o procedimento. Foi o caso da ‘dona’ Isaura, que tem diabetes e precisou fazer mais exames do que o recomendado a pessoas mais novas, para diminuir os riscos cirúrgicos. Entre os exames pedidos aos idosos está a realização de uma avaliação completa com um cardiologista, que vai revelar se o paciente está apto para se submeter a uma cirurgia estética.

De acordo com a cirurgiã plástica Dra. Wanessa Sigiane, é importante que o paciente senil procure um médico que seja membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), porque assim ele terá certeza de que a operação será feita com mais precisão e que ele será devidamente orientado sobre quaisquer riscos cirúrgicos. É importante também que o idoso converse com o médico sobre suas expectativas em relação à cirurgia e tire todas as dúvidas sobre o procedimento. “Ele precisa ter ciência sobre riscos cirúrgicos antes de tomar a decisão. Além disso, é necessário que ele siga as recomendações pré-operatórias que o médico passar rigorosamente, para que a cirurgia seja um sucesso”, aconselha.

A especialista também diz que é recomendado que os pacientes senis façam apenas um procedimento por vez, para diminuir a possibilidade de complicações. “As cirurgias plásticas em idosos não devem ser feitas associadas, por causa da fragilidade do organismo de quem está na terceira idade, como a circulação sanguínea, que fica mais comprometida”, explica a médica.

Fonte: Segs, escrita pela Agência Rizzo