Cirurgia plástica é aliada na reconstrução de vidas

Imagem: jacoblund, de envatoelements
Imagem: jacoblund, de envatoelements

O Instituto Nacional de Câncer, Inca, estima que, até o final de 2020, 66.280 novos casos de câncer de mama sejam registrados no Brasil, o que representa um aumento de 29,7% em relação a 2019. A doença é o tipo de câncer que mais mata mulheres por ano do país. Para tentar diminuir esses números, campanhas com o Outubro Rosa visam alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e do tratamento da doença.

Acostumada a lidar com pacientes durante e depois do tratamento contra o câncer, a cirurgiã plástica do Hospital de Câncer de Pernambuco, Dra. Catarina Montarroyos, já presenciou muitas mulheres lidarem com a enfermidade de maneiras diferentes. Muitas das pacientes passam por problemas que vão além dos tratamentos contra a doença.

As mudanças psicológicas associadas à doença não são tão visíveis quanto as marcas deixadas pelo tratamento, mas também podem causar sofrimento. “Primeiro se passa pelo medo, pela angústia da falta da cura. Até da morte mesmo. Depois vem a exclusão”, afirma.

A discriminação a que são submetidas faz com que muitas mulheres busquem se afastar do convívio social. Algumas deixam de realizar tarefas comuns no dia a dia, como ir à praia, por exemplo. Além disso, outro problema comum é a falta de autoestima, que pode ocasionar, além de aversão à própria imagem, em bloqueios na hora de iniciar relacionamentos.

Ajuda
Para tentar diminuir ou sanar os danos causados pela retirada das mamas, a cirurgia plástica pode ser uma luz no caminho das pacientes. Segundo a cirurgiã, diversas pesquisas já demonstraram que, quando a paciente é submetida à reconstrução de mama imediata, ela responde melhor ao tratamento. “O nível de exigência com o próprio corpo costuma melhorar”, ressalta.

Os efeitos da reconstrução para além do tratamento podem ser sentidos mais cedo do que se espera. Como ressalta a profissional, “a cirurgia plástica entra para fazer um resgate da vida social, da vida afetiva e da melhora da autoestima dessas pacientes, que já sofrem demais em tratamentos extremamente agressivos”. “Tentamos diminuir um pouco esse sofrimento”, finaliza.

fonte: Diário de Pernambuco

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