Controvérsias na cirurgia plástica da face e pescoço

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1 A cirurgia da face possui dezenas de técnicas e tipos de abordagem para resolver o mesmo problema. Isso se deve à evolução das técnicas cirúrgicas, que vão se modificando para tentar chegar a melhores resultados. Também, quanto mais difícil de se conseguir um bom resultado, mais técnicas a cirurgia terá. “Aí, surgem as controvérsias entre os cirurgiões e os congressos para discutirmos as diferenças para tentar chegar à melhor técnica”, diz o cirurgião plástico Ageu Brasil (CRM 3578/RQE 3085), que esclarece três controvérsias na cirurgia da face e pescoço, discutidos no último Congresso Internacional em Cirurgia Plástica, que ocorreu em São Paulo.

2 PÁLPEBRAS: O primeiro ponto da cirurgia da face é sobre o excesso de pele nas pálpebras superiores, onde, de um modo simplista, o cirurgião plástico ou oftalmologista — que agora está operando pálpebras também — retira o excesso de pele, as bolsas gordurosas e termina a cirurgia. “O envelhecimento da face vai muito além das pálpebras, que podem apresentar excesso de pele devido às sobrancelhas caídas”, observa o cirurgião.

3 Para a solução do problema, Ageu Brasil propõe tanto a elevação das sobrancelhas (“existem dezenas de técnicas para isso”), como a retirada de pele e gordura, se necessário. “O procedimento simplório, com apenas a retirada de pele das pálpebras superiores, quando o paciente apresenta queda das sobrancelhas, agrava o olhar triste, tirando a chance de rejuvenescimento da região”, lamenta.

4 LIFTING: O segundo ponto da cirurgia da face diz respeito ao lifting, que pode ser realizado em um ou dois planos. “A plástica de rugas (lifting facial) em um plano significa só o estiramento da pele. Em dois planos, significa o estiramento do plano profundo (músculos) e mais o estiramento da pele, de maneira que esta se acomoda sem tensão nas incisões, dando um resultado mais natural e duradouro”, indica.

5 De acordo com Ageu Brasil, mais de 70% dos congressistas concordaram que tem de ser feito o lifting facial em dois planos. A maior controvérsia fica por conta de como fazê-lo. “Sem entrar em detalhes da técnica, parece que o melhor resultado está no descolamento do segundo plano (mais profundo, músculos), retirada de excessos e sutura em um ponto fixo. Foi apresentado também um trabalho em que dar pontos na própria gordura, que chamamos de plicatura, se desfaz em apenas três meses”, esclarece.

6 PESCOÇO: O terceiro ponto está no pescoço, na glandular submandibular que forma uma bolsa caída no bordo da mandíbula, causando irregularidade na região e envelhecimento. “Alguns cirurgiões propõem a retirada da glandular para delinear o bordo da mandíbula e rejuvenescer, mas poucos se aventuram a essa metodologia, porque a retirada envolve táticas cirúrgicas inovadoras e qualquer deslize pode causar paralisia facial, próxima à região da boca”, deixa claro Ageu Brasil. Só que algumas técnicas em cirurgia podem se mostrar eficazes, com o tempo, e trazer bem-estar e segurança ao paciente. Daí, são difundidas e aceitas no meio acadêmico.

fonte: O Povo, escrita por Roberta Fontelles Philomeno 

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