Homens superam 'tabu' e procuram mais cirurgias plásticas em MG

Imagem retirada de http://www.cirurgiaplasticacuritiba.com.br/a-cada-dois-minutos-um-homem-faz-cirurgia-plastica-no-brasil/
Imagem retirada de http://www.cirurgiaplasticacuritiba.com.br/a-cada-dois-minutos-um-homem-faz-cirurgia-plastica-no-brasil/

Quem pensa que cirurgia plástica é coisa só de mulher está enganado. De acordo com um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 5 anos a busca de homens por procedimentos cirúrgicos quadruplicou no Brasil, passando de 72 mil para 276 mil ao ano, uma média de 31,5 procedimentos por hora.

Realidade comprovada em Poços de Caldas (MG), cidade que também registrou aumento no número de homens em consultórios de cirurgias plásticas. De acordo com Victor Adissi, membro da SBCP e cirurgião plástico há 38 anos, a presença de pacientes do sexo masculino dobrou nos últimos dois anos. Segundo ele, este crescimento se deve por alguns motivos, entre eles, a quebra de tabu.

 “Primeiro, o que mudou foi o tabu. Existia aquele pensamento de que o homem que procurava por cirurgia plástica era homossexual. O homem até queria fazer, mas tinha vergonha de ser rotulado, isso era muito comum alguns anos atrás. Essa mudança de comportamento, com certeza, elevou o número de homens nos consultórios”, contou o cirurgião.

Outros fatores também contribuíram para esse aumento, como cirurgias menos invasivas, o que fez com que o tempo do pós-operatório fosse mais curto. “Na maioria das vezes, o homem é mais impaciente, teimoso e um pouco mais medroso, do que a mulher. Se o pós-operatório pede um mês de repouso, a gente tem que pedir que o paciente fique em repouso. Sabemos que ficar repousando é algo difícil para os homens, mas com os procedimentos mais modernos, o tempo dessa recuperação diminuiu bastante e com isso o medo de cirurgias também caiu”, explicou Adissi.

De acordo com o cirurgião, blefaroplastia (cirurgia nas pálpebras), redução das mamas (ginecomastia), rinoplastia (plástica no nariz), otoplastia (correção das orelhas em abano) e ritidoplastia (lifting facial ou tratamento cirúrgico das rugas do rosto) estão entre os procedimentos mais procurados pelos homens.

 “No último ano foram 600 cirurgias com anestesia local. Sem contar que, dê uns dois anos para cá, cheguei a operar de dois a três homens em uma mesma semana. Coisa que era muito difícil há um tempo atrás. A procura deles dobrou. Além disso, eu costumo dizer que eu só faço o procedimento com o propósito de abrandar sinais de envelhecimento e que cirurgia plástica não pode ser feita com a finalidade de perder a naturalidade. Porque acontece o seguinte, o homem vem e faz um procedimento e gosta do resultado, daí quer emendar vários outros. É preciso calma”, disse o cirurgião.

Mais procurados por eles
Ainda de acordo com o levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, os procedimentos estéticos, mais procurados entre os homens, varia de acordo com a idade.

Na infância até juventude a otoplastia (correção das orelhas em abano) é mais comum. Já na faixa de 20 a 30 anos, a procura fica entre a ginecomastia (cirurgia para correção das mamas masculinas) e a rinoplastia (plástica no nariz), além da otoplastia. De 30 a 40 anos, os homens se interessam mais pela lipoaspiração, lipoescultura e implantes capilares, este último também entra na faixa de 40 a 50 anos. A blefaroplastia (cirurgia nas pálpebras) é bastante requisitada por homens com idades de 50 a 60 anos. Acima de 60 anos, a ritidoplastia (lifting facial ou tratamento cirúrgico das rugas do rosto) é a campeã de pedidos.

Antes não gostava de fotos
Além de melhorar a autoestima e o bem estar, a cirurgia de correção em orelha de abano mudou a forma com que Diego Augusto Frizo, de 27 anos, mudou até um hábito que ele não gostava: aparecer em fotografias.

 “Antes da cirurgia eu não gostava de tirar fotos. Eu até tirava, mas não gostava. Agora, depois que fiz a correção da orelha em abano, passei até a sorrir mais nas fotos”, contou o professor que mora em Andradas (MG) e realizou a cirurgia em Poços de Caldas.

De acordo com o professor, a orelha em abano o incomodava desde criança, mas a falta de conhecimento sobre a cirurgia ainda gerava dúvidas. “Eu não sabia como funcionava e nem quanto custava, até que um dia criei coragem e fui atrás. Não pensei duas vezes em realizar o processo”, disse.

Depois da cirurgia, Frizo enfrentou três meses de pós-operatório. “Eu fiz no período das férias escolares, mas quando voltei a trabalhar eu ainda estava com a faixa do pós-operatório. O incrível foi que ao invés de causar espanto nos alunos, despertou a curiosidade. Um deles até fez a cirurgia, enquanto eu já era liberado da faixa, ele começou a usar”, contou Frizo.

De queixo novo
Insatisfeito com uma parte do corpo, o engenheiro Alexandre Afonso Postal, aos 46 anos também recorreu a um consultório médico em Poços de Caldas. “Eu não gostava do meu queixo, mas eu tinha uma resistência”, disse Postal.

 Depois de sanar as dúvidas sobre o procedimento, ele resolveu encarar o procedimento, mesmo sabendo que era preciso ficar uns dias em recuperação. “Foi desconfortável durante uns três dias, mas sem dores fortes. Eu não podia fazer nada que exigisse esforço, mas depois desse período foi muito tranquilo. Sem contar que fiquei satisfeito com o resultado e com a melhora da autoestima. Hoje, eu faria outra sem dificuldade”, revelou o engenheiro.

Renascimento
Quem também encarou o procedimento cirúrgico foi o empreendedor Milton de Arruda Teixeira Filho, de 46 anos, que sofria com o inchaço do tecido mamário, devido a um desequilíbrio hormonal, processo chamado de ginecomastia.

“Não senti dor durante a cirurgia e consegui realizar o pós-operatório conforme o médico pediu. E eu posso dizer que, com certeza, renasci. A minha qualidade de vida melhorou muito e estou 100% feliz”, revelou o empreendedor.

fonte: G1

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